TEMPO SEVERO

Temporal deixou rastro destruição em diversos pontos de Livramento

Rajadas de vento e chuva da madrugada deixaram 14 mil clientes sem energia elétrica, casas destelhadas e árvores de grande porte caídas

Ventos, chuva, medo e destruição. O temporal que atingiu Sant´Ana do Livramento na madrugada desta quinta-feira, e que se espalhou para outras regiões do Estado, deixou na cidade um saldo assustador.

Por volta da 1h da madrugada, ventos com rajadas que atingiram a velocidade aproximada de 80Km/h mostraram a força da natureza em mais um fenômeno que já estava sendo anunciado pelos meteorologistas desde o começo da semana.

Um rastro de árvores derrubadas, parte da rede elétrica danificada, casas destelhadas e muito trabalho para as equipes do Corpo de Bombeiros, Brigada Militar, Defesa Civil, além das secretarias municipais de Obras, Serviços Urbanos e Assistência Social.

Pelo menos 14 mil domicílios em Livramento ficaram sem o fornecimento de energia elétrica desde a madrugada e boa tarde desses permaneceram na mesma condição ao longo da tarde.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil em Livramento, Ademir Pacheco Cezar, até as 10h da manhã, o balanço era de pelo menos 22 casas atingidas e danificadas em função dos fortes ventos da madrugada. O acumulado de chuvas em Livramento desde o começo da madrugada foi de 40mm, índice que acompanhado das rajadas de vento, deixou em alerta moradores de praticamente todas as regiões da cidade.

“Tivemos alguns destelhamentos e começamos a distribuição de lonas ainda durante a madrugada. Ainda na manhã de quarta-feira já estávamos nos preparando para este fenômeno que sabíamos que ia atingir a cidade e isso facilitou a nossa atuação para atender às demandas que foram sendo apresentadas com o passar das horas”, disse.

 

Danos

 

Os danos mais significativos ficaram por conta do destelhamento de casas nos bairros Armour e Wilson, totais ou parciais, que precisaram da rápida intervenção da Defesa Civil. Ainda segundo o coordenador, não foram registrados desabrigados ou desalojados, embora algumas pessoas atingidas pelo temporal tenham optado por pernoitar na casa de amigos e parentes.

Queda de árvores

Quando o dia amanheceu foi possível perceber a dimensão do estrago causado pelas rajadas de vento forte. Na região central, na avenida João Goulart, a sensação dos moradores era a de que uma explosão tinha deixado as marcas na região entre a Duque de Caxias e a Avenida Tamandaré. Galhos e árvores de pequeno porte praticamente interromperam a circulação de veículos e preciso a intervenção da secretaria de Serviços Urbanos para cortar e retirar os galhos caídos.

O problema foi ainda mais intenso na avenida Almirante Tamandaré nas proximidades do CHS – Centro Hospitalar Santanense. Na localidade, duas árvores de grande porte caíram sobre a estrutura de residências causando danos e deixando os moradores praticamente ilhados já que a copa das mesmas tomou conta da frente. Em um dos casos, a proprietária de um estabelecimento comercial disse que o prejuízo material ainda vai ser contabilizado, embora, de acordo com ela, o município já tivesse sido avisado do risco de queda.

Ainda durante a madruga, o próprio hospital teve o fornecimento de energia elétrica interrompido sendo acionados os geradores para a manutenção da estrutura.

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