
Em uma reunião realizada na manhã desta terça-feira no gabinete do vice-prefeito Evandro Gutembier, foi debatida a situação crítica enfrentada pelos produtores rurais do município, em decorrência do Decreto de Emergência. De acordo com as informações, os agricultores não poderão renegociar suas dívidas junto aos bancos, já que o decreto está fora do prazo estipulado pela resolução do Banco Central.
O encontro reuniu representantes do setor agrícola local, que expuseram a gravidade da situação. A seca dos anos anteriores e agora os efeitos da catástrofe climática que assolou o estado, aliada às dificuldades financeiras, tem afetado severamente a produção e a capacidade de pagamento dos produtores. No entanto, a burocracia e os prazos rígidos das resoluções federais impedem que as renegociações de dívidas sejam viabilizadas no momento.
O vice-prefeito Evandro destacou a urgência de uma solução para o impasse. “Estamos cientes das dificuldades enfrentadas pelos nossos produtores e estamos buscando alternativas para auxiliar nesse momento crítico. A mudança na resolução do Banco Central é imprescindível para que possamos oferecer um alívio financeiro aos nossos agricultores”, afirmou.
A falta de flexibilidade nas normas do Banco Central coloca os produtores em uma situação delicada, aumentando o risco de inadimplência e comprometendo ainda mais a economia santanense. Como medida, produtores pediram que um documento seja criado para envio à parlamentares que possam sensibilizar o governo Federal a cerca da necessidade de mudança na resolução. “Enviei diretamente ao presidente do banco do Brasil um documento informanao a situação do município, ou seja, também estamos trabalhando para encontrar soluções”, disse Evandro. No encontro ainda participaram os vereadores Aquiles Pires, Dagberto Reis, Enrique Civeira e Leandro Ferreira. Com viagem agendada para a capital federal, Brasília, na próxima semana, os parlamentares deverão incluir a situação entre as pautas que estão agendadas para serem tratadas junto à União.
Produtores presentes na reunião expressaram sua frustração e preocupação. “Estamos de mãos atadas. Precisamos de apoio para renegociar nossas dívidas e continuar produzindo. Sem essa renegociação, muitos de nós não conseguirão manter suas atividades e 80% de nós não terá como seguir”, disse um dos agricultores.
A situação dos produtores rurais de Sant’Ana do Livramento ilustra um problema recorrente em várias regiões do país, onde a rigidez burocrática dificulta soluções emergenciais em momentos de crise.




