
A cúpula da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul esteve em Sant’Ana do Livramento nesta semana para uma série de reuniões de planejamento e avaliação das ações na fronteira. Segundo o superintendente da corporação no estado, Fabrício Bianchi, a visita teve como objetivo analisar os resultados de 2025 e traçar as estratégias para 2026, além de ouvir as demandas do efetivo local.
“Estamos aqui com uma equipe de gestão para nos reunirmos com o efetivo da delegacia, analisar os nossos números do ano de 2025, planejar o ano de 2026 e conversar sobre as demandas que os colegas identificam para a melhoria das condições de trabalho”, afirmou Bianchi. O objetivo, segundo ele, é aprimorar a prestação de serviço para a comunidade de Livramento e da região.
Um dos focos do planejamento é o esperado aumento no fluxo de veículos no final do ano, impulsionado pelas festas e pelo turismo de compras nas lojas francas. Para lidar com a demanda, a PRF prepara a quarta edição da “Operação Bienvenidos”, voltada para a recepção de turistas, principalmente uruguaios e argentinos.
A operação prevê o reforço do policiamento na fronteira e um trabalho integrado com outros órgãos. “Temos uma operação chamada Bienvenidos, justamente para trabalhar o reforço do efetivo na região de fronteira em conjunto com outros órgãos para receber esses turistas que ingressam no Brasil”, explicou o superintendente.
Ele adiantou que uma reunião ocorrerá em Porto Alegre com os consulados da Argentina e do Uruguai, o Detran-RS e a Secretaria de Turismo do Estado para alinhar a iniciativa. O objetivo é garantir que os visitantes “ingressem no Brasil com segurança, cheguem ao seu destino final e depois regressem ao seu país de origem”.
Redução nos índices de acidentes
O chefe da delegacia da PRF em Sant’Ana do Livramento, Valmir Souza, avaliou os números de acidentes na região como positivos. Embora pondere que o cenário ideal seria não ter nenhuma fatalidade, ele confirmou uma melhora nos índices em comparação com anos anteriores.
“Nossos números são bons, não dá para dizer que são excelentes, porque se fossem, não teríamos fatalidades”, disse Souza. A redução, segundo ele, é resultado de uma fiscalização direcionada. “Buscamos os locais onde ocorre mais sinistralidade, estamos aumentando a fiscalização e, com isso, diminuindo os números dos nossos acidentes”, concluiu.




