INFRAESTRUTURA

Prefeitura repara cabeceira de ponte danificada Na Camilo Alves Gisler; tráfego deve ser liberado parcialmente

Segundo engenheiro da Secretaria de Obras, problema foi causado por infiltração de água, mas estrutura principal da ponte não foi comprometida

A Secretaria de Obras está realizando um reparo emergencial nas cabeceiras de uma ponte na cidade, com a previsão de liberar o tráfego de veículos por volta das 17h desta sexta-feira. O trabalho se concentrou em um trecho onde uma rachadura surgiu no asfalto, exigindo uma intervenção para garantir a segurança dos motoristas.

Segundo o secretário de Obras, Dilmar Pereira, o problema foi identificado em ambas as cabeceiras da ponte, norte e sul. “Essa aqui seria a parte norte. Nós vamos à outra parte. A parte sul está tendo o mesmo problema, o mesmo início que teve aqui, uma rachadura na cabeceira”, explicou o secretário.

A equipe está trabalhando para finalizar a recuperação da cabeceira norte, que dá acesso à região do Parque São José, para em seguida iniciar os trabalhos no lado sul, em direção à área do antigo frigorífico Armour. A previsão é que a passagem seja liberada ainda hoje. “A ideia talvez até as 17 horas nós já deixamos pronto”, afirmou Pereira, ressaltando que se trata de uma previsão.

O secretário detalhou que, inicialmente, não será aplicada uma nova camada de asfalto. O acabamento será feito com um material fresado para permitir a circulação. “Nós vamos dar um acabamento com material, com produto fresado em cima, a última camada, deixar um ou dois dias, talvez o final de semana, para que se acomode, para ver se não deu algum problema”, disse ele.

O engenheiro da pasta, Richard dos Santos Oliveira, esclareceu a causa técnica do dano. Segundo ele, o problema não afeta a integridade estrutural da ponte. “O que nos deixa muito tranquilo, na verdade, é que a estrutura da ponte em si, ela se mantém intacta, está perfeitamente sã, sadia. Então, não há nenhum problema com a estrutura em si da ponte”, garantiu Oliveira.

O engenheiro explicou que o afundamento do asfalto foi provocado pela infiltração de água no solo da cabeceira. “O que provocou, na verdade, é a infiltração de água. Essa movimentação de água na base subterrânea levou os finos [partículas menores do solo] e acaba ficando poroso”, detalhou. Com a passagem de veículos pesados, o asfalto cedeu sobre a área fragilizada.

A Secretaria de Obras também informou que já realizou levantamentos em outras pontes da cidade, que apresentam problemas distintos, principalmente nas “alas” — estruturas laterais que direcionam o fluxo da água. Há um planejamento para reformar essas estruturas com concreto usinado para evitar a erosão sob os pilares.

 

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