ATAQUE

Pitbull fere duas pessoas em ataque na Linha Divisória em Rivera

Vítimas foram hospitalizadas; animal foi capturado e levado à delegacia após INBA alegar falta de espaço

Um cão da raça pitbull atacou e feriu duas pessoas em Rivera, na fronteira do Uruguai com o Brasil, segundo comunicado divulgado pela Jefatura de Policía local nesta quarta-feira (9). As vítimas foram hospitalizadas e o animal está sob custódia policial.

O primeiro ataque ocorreu em um posto de gasolina localizado na Linha Divisória. Uma funcionária de 33 anos relatou que o pitbull se aproximou e a mordeu diversas vezes. Posteriormente, a polícia (Seccional 10ª) recebeu um chamado de um homem de 46 anos, informando ter sido mordido no antebraço pelo mesmo cão. Ele conseguiu conter o animal com a ajuda de outras pessoas.

Ambas as vítimas foram encaminhadas ao hospital local  para receber atendimento médico.

A Promotoria de 3º Turno (Fiscalía) foi acionada e determinou que o INBA (Instituto Nacional de Bem-Estar Animal) fosse notificado para intervir e que uma entidade protetora de animais assumisse a responsabilidade pelo cão. Além disso, ordenou a realização de exame de corpo de delito nas vítimas e a coleta de depoimentos.

Contudo, a Regional Norte do INBA informou não possuir, no momento, espaço físico para abrigar o animal e que as protetoras locais também não o receberiam. O órgão orientou que, caso um proprietário se apresentasse, o cão deveria ser entregue mediante assinatura de um termo de posse responsável (“formulario de tenencia Responsable”).

Diante da manifestação do INBA, a Promotoria, em uma segunda resolução sobre o caso, decidiu não tomar novas disposições sobre o destino do animal, deixando a decisão a “critério policial”.

Com a colaboração da unidade K9 (canil da polícia), o pitbull foi levado para a Seccional 10ª, onde permanece recolhido (“en carcelaje en resguardo”). O comunicado policial observa que situações semelhantes, onde animais permanecem sob custódia policial por falta de estrutura adequada para recebê-los, já ocorreram anteriormente, apontando para uma possível falha sistêmica.


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