MUDANÇA

Novo juiz assume Vara Criminal de Sant’Ana do Livramento com acervo de 5.000 processos

Vindo de vara especializada em crime organizado na capital, Bruno Bitencourt Pedroso destaca desafios da fronteira e aposta em diálogo institucional

O juiz de Direito Bruno Bitencourt Pedroso assumiu, na tarde desta quinta-feira, a titularidade da Vara Criminal da Comarca de Sant’Ana do Livramento. A solenidade de posse ocorreu no Salão do Júri do Fórum local. O magistrado chega ao cargo com o desafio de gerir um volume processual expressivo em uma das cidades de maior extensão territorial do Rio Grande do Sul.

Em entrevista concedida pouco antes da cerimônia oficial, Pedroso reconheceu a complexidade da nova missão. O magistrado assume um acervo estimado em 5.000 processos. O montante abrange desde ações ainda em fase de tramitação e instrução até execuções criminais referentes a réus que já cumprem pena.

Apesar do número elevado, o juiz destacou o trabalho realizado por sua antecessora, a juíza Thaís Thaís de Prá. Segundo ele, houve uma redução importante no passivo da vara durante a gestão anterior, o que facilita o início dos trabalhos, embora a demanda permaneça alta.

Fronteira e Crime Organizado

Pedroso chega a Sant’Ana do Livramento após atuar em Porto Alegre, onde estava lotado na Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro. A experiência na capital deve ser aplicada agora no contexto da fronteira.

O novo titular enfatizou que a condição geográfica de Livramento, como cidade fronteiriça, impõe desafios específicos ao Judiciário, gerando ocorrências típicas da região que acabam desaguando em sua mesa. “Inicio minhas atividades ciente da responsabilidade de exercer o cargo em uma cidade tão grandiosa”, afirmou.

Gestão e Diálogo

Para manter a produtividade e garantir a celeridade processual, o magistrado informou que manterá a atual equipe de servidores do cartório, a qual classificou como dedicada e competente.

Além da gestão interna, Pedroso defendeu a atuação conjunta entre as instituições. O juiz declarou que pretende manter um diálogo constante com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público, Defensoria Pública, autoridades policiais, além dos poderes Executivo e Legislativo.

“Acredito que a paz social só pode ser construída efetivamente com o apoio das demais entidades. A justiça se constrói de maneira conjunta”, pontuou o magistrado, que já iniciou as tratativas com os demais órgãos do sistema de justiça local durante o processo de transição.

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