SECA EM LIVRAMENTO

Mais de 4 mil hectares de campo já foram queimados em Livramento com focos de incêndio

Estiagem e perdas no campo foram os temas da reunião do Conselho de Desenvolvimento Rural. O novo Decreto com os dados exatos deverá ser emitido ainda nesta semana

Foto: Cleizer Maciel/Lince Comunicação – Reunião no Salão Nobre atualizou a situação na cidade e definiu ações que serão tomadas nos próximos dias

As altas temperaturas anunciadas já registradas em Sant´Ana do Livramento e a previsão de dias mais quentes, aliados aos incêndios em campo registrados na cidade nos últimos dias, levaram a realização da reunião de emergência do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural. O encontro que contou com participantes de diversas entidades, aconteceu no Salão Nobre da Prefeitura Municipal e deixou clara a necessidade de ações urgentes para evitar que as perdas no campo se tornem ainda maiores.

Não bastasse o déficit hídrico, as queimadas tem sido preocupação constante dos produtores que veem as áreas de pasto nativa ficaram cada vez menores, o que resulta em menos alimento para o gado e menor produtividade.

De acordo com o prefeito em exercício Evandro Gutembier, a reunião serviu para formalizar a situação. “Tivemos mais de 50 focos de incêndio no município o que deixa a situação muito grave. Além disso, já estamos tendo que distribuir água potável em algumas regiões da zona rural, isso tem nos causado muita preocupação e precisamos agir rápido, e em conjunto, na busca pelas soluções ideais para o momento”, disse. Evandro Gutembier disse ainda que Sant´Ana d Livramento deverá adequar o Decerto de acordo com o quantitativo e até esta terça-feira o documento deverá ser emitido.

“Vamos montar uma estrutura maior para poder ajudar a comunidade, caso os focos se tornem ainda maiores. Já sabemos que foram até agora mais de 4 mil hectares queimados e o gado praticamente não tem o que comer. Tivemos outros focos em lavouras de soja com mais de 200 hectares queimados além de lavouras de milho perdidas”, disse ele.

Para o presidente da Associação e Sindicato Rural, Luís Carlos D´Áurea, a situação é grave. “Quanto aos número de animais perdidos ainda não temos dados por que dependemos que os produtores façam ocorrências. A maior perda é a fábrica, e a fábrica é o campo. O pasto Nativo para nós é essencial porque vai demorar muito a se recuperar em um período de seca muito prolongada. Tomara que não tenhamos mais nenhum foco. A solução apresentada por nós é termos estradas com facilidade par o acesso às porteiras. Assim, poderemos operacionalizar e dar condições de trabalho para os bombeiros, caso haja a necessidade de combater os novos focos de incêndio”, disse ele.

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