OUTBRO ROSA

Mais de 20 mulheres passam por reconstrução mamária após câncer em Rivera

Procedimento, coberto por lei no Uruguai, é realizado nos sistemas público e privado da cidade fronteiriça e ajuda a resgatar a identidade feminina das pacientes

Em pouco mais de um ano, mais de 20 mulheres diagnosticadas com câncer de mama em Rivera, na fronteira do Uruguai com o Brasil, passaram por cirurgias de reconstrução mamária. O procedimento, oferecido tanto na rede pública quanto na privada, é resultado de um decreto ministerial que garante a gratuidade do tratamento em todo o país.

A medida foi implementada no Uruguai há cerca de dois anos, por meio do decreto 236/022 do Ministério da Saúde Pública (MSP). A legislação estabelece que pacientes que necessitam de uma mastectomia (retirada total da mama), seja para tratamento ou prevenção do câncer, têm direito ao acesso gratuito a expansores e próteses.

“É preciso ter claro que as mamas são parte da identidade feminina”, afirma o cirurgião Fernando Pinato, um dos responsáveis pelos procedimentos em Rivera. “O objetivo principal sempre será o tratamento oncológico, mas a ideia agora é sermos o menos agressivos possível, oferecendo a reconstrução, o que tem um impacto positivo na paciente.”

Segundo o cirurgião, a reconstrução pode ser realizada no mesmo ato cirúrgico da mastectomia. “A paciente pode sair da mesma cirurgia que trata o câncer já com uma reconstrução primária, por exemplo, com uma prótese”, explica Pinato. Ele ressalta, no entanto, que a indicação para a mastectomia com reconstrução imediata depende de uma análise individualizada de cada caso.

Implementação local e trabalho em equipe

O avanço, segundo ele, é fruto de um aprendizado contínuo e do trabalho integrado. “Com formação constante e trabalho em equipe, estamos trilhando um bom caminho”, finaliza Pinato.

 

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