MEDICINA NATURAL

Livramento já pode ter uma “farmácia natural” e explorar os benefícios da ervas medicinais

Programa Farmácia Viva, de autoria do Vereador Dagberto Reis (PT), foi aprovado por unanimidade na Câmara de Vereadores nesta quarta-feira

Foto: Getty Images

Farmácia Viva. Esse é o nome do projeto aprovado na manhã desta quarta-feira em sessão realizada na Câmara Municipal de Sant´Ana do Livramento. Mesmo sem deixar de considerar os avanços tecnológicos que cada vez mais derramam com maior rapidez no mercado, medicamentos capazes de combater, retardar efeitos e até mesmo curar os mais variados tipos de enfermidades, os benefícios que vem diretamente da natureza ainda conseguem encontram espaços e possibilidades de chegar à comunidade.

Em sua justificativa, o vereador diz que o Brasil tem a maior biodiversidade do planeta com cerca de 55 mil espécies de plantas superiores conhecidas. A maioria é usada como fonte de alimento, matéria-prima para construção, medicamentos, aromatizantes ou artesanato e sua utilização como plantas medicinais em suas diversas formas tem crescido muito devido as atuais circunstâncias pandêmicas e também por melhor acesso da população.

“Essa terapêutica paralela a outras terapêuticas medicamentosas passou a ocupar novamente, neste século, um papel fundamental na Atenção Primária à saúde, e devido a sua importância para a saúde pública, o Ministério da Saúde desenvolvera Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde, validando o uso das plantas medicinais como terapia segura. A ideia básica deste projeto o Farmácia Viva é ter sempre ao alcance das mãos, os tipos de plantas medicinais indicados para o tratamento de sintomas e problemas de saúde mais comuns e de menor gravidade, mas também como adjuvante a muitos tratamentos, inclusive de doenças crônicas, e com o amparo e conhecimento cientifico do farmacêutico”, justifica.

O Programa Farmácia Viva poderá contar com a participação de associações, instituições públicas e privadas de caráter cientifico, filantrópico, comunitário, educacional de nível técnico, profissionalizante, de nível superior e afins, mediante convênios e parcerias, visando à orientação técnica, ao acompanhamento e à implantação do Programa em todas as etapas; à análise de fertilidade dos solos, à correção, à orientação do manejo e sua conservação; à orientação para o manejo ecológico de pragas, fito patógenos e plantas – concorrentes, objetivando melhor qualidade das plantas medicinais e preservação do meio ambiente e seus recursos naturais; e ao desenvolvimento de métodos de cultivo integrantes de sistemas de agricultura orgânica a serem adotados pelo Programa.

O Executivo Municipal poderá valer-se da estrutura de hortos conveniados para a produção de mudas e cultivo de plantas medicinais.

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