
A sede da UTEC Norte, na vizinha cidade de Rivera, no Uruguai, foi o cenário escolhidos pelas autoridades sanitárias da Fronteira para tratar do avanço dos casos de Dengue. Durante toda a manhã desta quinta-feira, a Jornada de Atualização sobre a Dengue foi tida como uma oportunidade para que agentes que atuam dos dois lados da Fronteira pudessem alinhar ações e entender como estão sendo feitos os procedimentos para conter o avanço da doença.
Logo na abertura, o evento contou com a presença do diretor Departamental de Saúde de Rivera, Carlos Sarries, e da Coordenadora da Vigilância Sanitária de Sant´Ana do Livramento, Elisângela Furtado. Em suas falas, ambos frisaram a importância do espelhamento das ações para o combate cada vez mais eficiente ao Aedes Aegypt nas cidades irmãs.
A situação atual da Dengue na cidade de Rivera, atualmente com 14 casos confirmados e três pessoas internadas, foi apresentada apelo epidemiologista Miguel Alegretti, diretor do Departamento de Vigilância em Saúde. Os métodos de vigilância entomológica e o sistema de notificações uruguaio também foi apresentado durante o encontro para que agentes que atuam do lado brasileiro da fronteira conseguissem entender melhor o seu funcionamento e destacar as semelhanças e diferenças existentes.
O evento contou ainda com a presença da coordenadora adjunta da 10ª Coordenadoria Regional de Saúde, Andreia Carneiro, que veio a Livramento e Rivera para participar da jornada e apresentou os dados relacionados a Dengue em toda a região. Também da 10ª CRS, o biólogo Alan Flores da Motta, responsável pela Vigilância Ambiental, falou sobre os meios de prevenção do lado brasileiro e como estão sendo realizados os trabalhos de campo.
A Jornada Binacional para atualização regional sobre a Dengue encerrou com a apresentação da coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Sant´Ana do Livramento, Sandra Paiva, que apresentou dados da doença na cidade. De acordo com ela, atualmente Livramento tem 34 casos confirmados de Dengue e outros 70 estão sob análise aguardando o resultado laboratorial.
O evento é parte integrante do projeto intitulado “O Mosquito não tem Fronteira” que já teve ações realizadas no Lago Batuva e neste fim de semana terá uma nova atividade binacional com a partida de agentes de campo dos dois países a partir de um ponto pré-determinado na linha divisória.
Além disso, é essencial que as pessoas fiquem atentas aos sintomas, como dor atrás dos olhos, diarreia, náuseas, dor no corpo, febre alta e petéquias (manchas avermelhadas na pele). Em caso de surgimento desses sintomas, é recomendado buscar atendimento de saúde e evitar a automedicação. A Vigilância Ambiental continua realizando ações de pulverização e varreduras na cidade para conter o avanço da doença.





