
Ficou tudo para semana que vem. Mais uma vez, o projeto que tramita na Câmara Municipal de Vereadores de Sant´Ana do Livramento fica em compasso de espera aguardando as decisões que serão tomada na próxima semana a partir da realização de uma nova audiência pública que foi votada, e aprovada, na manhã desta quarta-feira.
Os servidores, em sua grande maioria professores, se mobilizaram para acompanhar a votação que estava prevista para ocorrer durante a sessão desta quarta-feira. Ontem, em uma nova manobra, o executivo retirou o projeto de revisão salarial anterior que previa o pagamento de 10,06% fracionados em duas etapas sendo uma em maio e outra em novembro, ao mesmo tempo em que encaminhou uma nova proposta para legislativo com pagamento em cota única com o mesmo percentual. Mesmo com o pedido de vistas do vereador Enrique Civeira (PDT), o projeto seria votado nesta quarta.
Mas, durante a sessão, a proposição de realização de uma nova audiência, inicialmente rejeitada por boa parte dos vereadores, ganhou força durante a sessão a partir da fala do vereador Maurício Galo Del Fabro que disse não haver garantias de que o valor pudesse ser pago de maneira imediata em uma folha suplementar. A partir daí, mesmo vereadores que há haviam declarado seu voto a favor do projeto do executivo, voltaram atrás e apoiaram a realização de uma nova audiência pública que deverá acontecer na próxima segunda-feira. Com isso, o projeto não chegou a ser levado para votação.
Desde as primeiras horas da manhã, os professores já estavam mobilizados e a paralisação da categoria teve eco em um ato que reuniu centenas de profissionais na frente da Câmara de Vereadores. A categoria seguiu a sua agenda de atividades definidas dentro do chamado estado de greve em uma nova atividade durante a tarde.
Agora, as negociações deverão ser retomadas já que parte dos servidores está disposto a aceitar a proposta mas, outra parte não. Parte dos servidores não abre mão de receber o percentual equivalente ao IPCA acumulado em doze meses e que chegou a um total de 12,13%. Já os professores, seguem exigindo do executivo o pagamento do piso nacional da categoria estipulado em 33,24%.
Ontem, em entrevista à Lince Comunicação, o vice-prefeito Evandro Gutembier disse que o percentual de reposição apresentado em proposta está de acordo com o limite financeiro do município para não ultrapassar o limite prudencial e não acredita na possibilidade de uma proposta de revisão salarial com percentual de 12,13%. Enquanto parte dos servidores está descontente com o percentual apresentado, o vice-presidente do Sindicato da categoria disse, ao fazer uso do microfone durante ato na frente da Câmara, que a entidade já havia aceitado 10,06% em parcela única, mas com a possibilidade de renegociar 2,07% até o final do ano para tentar atingir assim o percentual equivalente ao IPCA.





