
Servidores Públicos Municipais lotaram o plenário João Goulart da Câmara Municipal de Vereadores de Sant´Ana do Livramento na noite de ontem (12), durante a audiência que tratou do projeto de reforma do Sistema de Previdência Municipal, o Sisprem. Durante quatro horas, pontos favoráveis e contrários ao projeto foram defendidos e explanados aos presentes que também tiveram a oportunidade de se manifestar. A diretora da Autarquia, Luciana Weber, voltou a defender a necessidade de aprovação do projeto sob a justificativa de ser esta a alternativa para tornar viável a existência do órgão. Já o vice-prefeito Evandro Gutebier, disse que diante ainda da grande quantidade de dúvidas existentes em torno do projeto, a partir desta quarta-feira um novo grupo de trabalho formado por representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais, ASTEM – Associação dos Servidores Técnicos do Município, Legislativo e executivo, iniciará uma nova da fase de estudos para apresentar propostas de alteração do projeto a fim de garantir sua aprovação dentro do modelo que contemple os anseios de todos os interessados.
Durante o período de falas dos vereadores, o líder do governo na Câmara, Maurício Galo Del Fabro, disse que é preciso reavaliar e fazer sim os ajustes antes de levar o projeto à votação, o que não significa passos atrás, mas os passos necessários que possam garantir segurança e viabilidade em todo o projeto que afeta diretamente a vida dos servidores. Um dos nomes mais críticos do projeto, o Vereador Enrique Civeira, adiantou que a bancada do PDT irá votar contra o projeto de reforma do Sisprem. Civera, assim como os demais vereadores, assumiu sua parte na culpa por não analisado questões importantes em períodos passados ao permitir a aprovação do orçamento com previsão do pagamento de parcelas do Sisprem, e que não foram pagas.
Entre os novos documentos anexados ao projeto que e pesaram na decisão de montagem do grupo de trabalho, está o manifesto assinado pela ASTEM e defendida no plenário pelo presidente da Associação, o Engenheiro Miguel Pereira. Para ele, a reforma é necessária, desde que não penalize os servidores que estão sendo obrigados a pagar a conta da má gestão feita pelos governos anteriores.
A presidente da comissão, vereadora Maria Helena, já adiantou que uma nova audiência deverá ser marcada para apresentar os novos pontos que serão acrescidos ao projeto a partir das análises e proposições que serão feitas pelo grupo de trabalho. “Estou sim preocupada com o tempo que temos para cumprir todo o rito, mas não podemos levar à votação no plenário o projeto antes que se esgotem todas as análises e discussões”, afirmou.
O projeto poderá ser levado a votação apenas na próxima semana ainda sem a definição da quantidade necessária de votos suficientes para sua aprovação.





