O que parece incomum aconteceu e foi registrado na manhã deste sábado em Sant’Ana do Livramento. Por volta das 7h da manhã, um homem em situação de rua, que pediu para não ser identificado, procurou a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), dizendo estar com um pequeno problema e pedindo ajuda para resolvê-lo. No bolso, um celular modelo iPhone 12 que ele havia encontrado na tarde de sexta-feira, no centro de Sant’Ana do Livramento.
Aos policiais de plantão, ele disse que sua única intenção era entregar o aparelho ao proprietário. Na tela, já bloqueada, havia uma mensagem informando um número de contato, mas, como ele não possui telefone celular, não teve como fazer a ligação. Então, resolveu procurar a polícia para que o contato fosse feito. Informado sobre a possibilidade de recompensa, disse que não estaria interessado e que só queria fazer a devolução.
A proprietária, ao ser informada da localização do aparelho, procurou a delegacia acompanhada do pai e confirmou que havia perdido o telefone na tarde anterior, enquanto estava com amigos em uma cafeteria no centro da cidade. “Saímos dali e fomos até o ginásio da Unipampa, e foi só então que percebi o que tinha ocorrido. Fiquei desesperada e imediatamente adotei os procedimentos de bloqueio, mas configurei uma mensagem para aparecer na tela com um telefone de contato, caso alguém encontrasse, o que por sorte aconteceu. Agora, estou aliviada”, disse ela.
O pai da jovem afirmou que uma recompensa seria dada ao homem que entregou o aparelho, mas ele já não se encontrava mais na delegacia. Com o telefone em mãos, a proprietária disse que, a partir de agora, vai tomar mais cuidado com o equipamento, avaliado atualmente em cerca de R$ 3.200.
Questionado sobre a razão pela qual fez a entrega, o homem disse que só queria fazer o bem. “Me coloquei no lugar da pessoa que perdeu. Embora eu não tenha um telefone desses, sei que custa caro e é muito frustrante perder algo importante e valioso assim. Além disso, não é meu, e não fui acostumado a pegar o que não me pertence. Agora vou tentar tomar um café em algum lugar, mas com a consciência tranquila”, disse ele, já na calçada da DP, enquanto deixava o local calmamente.






