Nos primeiros 14 dias de janeiro de 2025, o número de transações via Pix registrou uma queda de 15,3% em relação ao mesmo período de dezembro, totalizando 2,29 milhões de operações. Essa é a maior redução desde a implementação do sistema em 2020.
A disseminação de informações falsas sobre uma suposta taxação do Pix tem gerado confusão entre os usuários, contribuindo para essa diminuição. Em resposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo acionará a Justiça contra os responsáveis por propagar essas fake news.
A Receita Federal também desmentiu os boatos, reiterando que não há qualquer taxação prevista para o uso do Pix por pessoas físicas. O secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, enfatizou que o foco do monitoramento são operações atípicas que possam indicar sonegação fiscal, e não as transações comuns dos cidadãos.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforçou a gratuidade do Pix para pessoas físicas e destacou a importância de combater a desinformação que tem circulado nas redes sociais.
Especialistas alertam para a necessidade de verificar informações em fontes oficiais antes de compartilhá-las, a fim de evitar a propagação de notícias falsas que possam prejudicar a confiança em sistemas financeiros eficientes e acessíveis como o Pix.
A desinformação sobre a taxação do Pix reflete um cenário mais amplo de desafios enfrentados pelo país no combate às fake news, que podem distorcer debates públicos e influenciar negativamente o comportamento dos cidadãos.
Para esclarecer dúvidas sobre as novas regras do Pix e combater a desinformação, veículos de comunicação têm publicado matérias explicativas, detalhando o que é verdade e o que é mentira em relação ao assunto.
A propagação de fake news sobre a taxação do Pix também tem sido associada a figuras políticas. Recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi acusado de espalhar desinformação sobre o tema, o que gerou debates acalorados nas redes sociais e na mídia.






