
O corpo de um homem de 27 anos, que havia sido sequestrado em Sant’Ana do Livramento (RS), foi encontrado enterrado em uma área rural de Rivera, no Uruguai, a cerca de 500 metros da penitenciária de Cerro Carancho. A informação foi confirmada pelo chefe de polícia de Rivera, Germán Suárez.
Segundo Suárez, o crime teve início no lado brasileiro da fronteira. “Primariamente, podemos falar de um novo homicídio, mas cometido em Sant’Ana do Livramento, não um homicídio em nosso território”, afirmou a autoridade uruguaia em entrevista a jornalistas no local onde o corpo foi encontrado.
A investigação começou na manhã de sábado, quando um familiar da vítima registrou o desaparecimento. O jovem estava ausente desde a madrugada, e a denúncia indicava que ele teria cruzado a fronteira para o Uruguai.
Câmeras de segurança e um trabalho de análise de dados realizado pelas polícias de ambos os países confirmaram a entrada da vítima em território uruguaio. As investigações conjuntas, que contam com a participação da Polícia Civil e da Brigada Militar do lado brasileiro, levantaram a suspeita de que o corpo teria sido trazido de volta ao Uruguai após o assassinato.
“O bom trabalho de nossa análise e de nossa direção de investigações consegue estabelecer, como você disse e onde estamos neste momento, que o corpo poderia ter sido transladado e ingressado novamente em nosso país”, explicou Suárez.
Equipes policiais uruguaias realizaram uma varredura na área, uma propriedade privada, e localizaram o corpo enterrado. O chefe de polícia destacou que foi necessário “cavar mais do que se imaginava” para encontrar a vítima, sugerindo que o ato foi planejado e que os autores conheciam o terreno.
No momento, não há detidos. A polícia uruguaia informou que o corpo será levado ao hospital para a realização de exames de raio-x, a fim de identificar possíveis projéteis, e posteriormente será submetido a uma autópsia. A Polícia Científica uruguaia também irá periciar o veículo da vítima, que foi encontrado em Sant’Ana do Livramento, como parte da colaboração binacional para solucionar o crime.
As autoridades não divulgaram detalhes sobre a forma como a vítima foi morta, afirmando que essas informações serão mantidas em sigilo para não prejudicar o andamento da investigação.





