CRIME AMBIENTAL

Com proliferação dos focos do Aedes Aegypt na cidade aumenta preocupação com lixões irregulares

Risco de surgimento de novos casos da doença é potencializado em pontos onde o descarte irregular de resíduos é feito em diferentes pontos da cidade

Foto: Cleizer Maciel/Lince Comunicação – Pontos com descarte irregular de lixo aumentam a preocupação para o surgimento de novos focos do mosquito da Dengue

Um problema recorrente e que, embora não seja uma exclusividade de Sant’Ana do Livramento, faz com que a preocupação das autoridades aumente ainda mais quase que na mesma proporção em que são confirmados os novos casos de Dengue no município. Os lixões clandestinos a céu aberto.

Basta circular por alguns pontos, especialmente os mais afastados da região central da cidade para encontrar os locais onde o descarte de lixo é feito de maneira e irregular, que comprova o descaso de parte da comunidade, especialmente por parte de quem não se preocupa com os riscos que essa prática pode causar para a coletividade.

Pontos como a região do Passo do Mingote, Batuva e Caqueiro, além de alguns trechos da região de acesso ao Cerro do Armour e Km 05, são apenas alguns onde o descarte irregular se avoluma e faz com que a Secretaria de Serviços Urbanos precise remover parte da sua estrutura de mão de obra para promover o recolhimento e limpeza dos locais.

De acordo com a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), a prática de descarte irregular de lixo, pode levar à reclusão, detenção ou pagamento de multa. A penalidade varia conforme o tipo de dano causado pelo lançamento de resíduos (sólidos, líquidos ou gasosos), detritos ou óleos no ambiente.

Reclamações e denúncias tem se tornado cada vez mais frequentes na Secretaria de Serviços Urbanos, de acordo com o aparecimento de novos casos de Dengue no município, a preocupação aumenta proporcionalmente. De acordo com o titular da pasta, Júlio Motta, a comunidade também tem um papel importante nesse momento auxiliando para que esta prática possa ser reduzida. “Vamos trabalhando para dirimir esses problemas. Batuva, Caqueiro, além de outros pontos. Quanto a questão da epidemiologia, até agora não temos solicitação formal. Fizemos uma dedetização no Curralão e no cemitério com cuidados redobrados e seguimos com as atividades ordinárias”, disse ele.

Motta disse ainda que um trabalho específico tem sido realizado nos locais que são considerados lixões irregulares. “Recentemente recolhemos uma caçamba e meia de lixo que havia sido depositado de maneira irregular nas proximidades da nova ocupação existente na Vila Real, próximo ao Lago Batuva, mas, infelizmente, esses pontos voltam a ser alvo desse tipo de prática. Temos um ramo de atuação nos lixões a céu aberto e temos que fazer a segregação de resíduos. Muitas denúncias chegam e vamos resolvendo. Pontualmente em relação a Dengue ainda não temos nenhuma ação, mas seguimos controlando “, afirmou o ele.

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