TRISTEZA

Bebê de 4 meses chega morto na Santa Casa e polícia investiga circunstâncias

Criança foi levada à Santa Casa pela mãe; pai, que cuidou da menina durante a noite, não teria percebido o óbito, segundo delegado.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de uma bebê de quatro meses, ocorrida na manhã desta quinta-feira (data do ocorrido, se disponível) em Sant’Ana do Livramento, na fronteira com o Uruguai. A criança deu entrada já sem vida na Santa Casa de Misericórdia da cidade, e um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.

O delegado Laurence Teixeira, titular da 12ª Delegacia Regional de Polícia, informou que as apurações começaram após a Brigada Militar ser acionada pela mãe da menina por volta das 8h. Segundo o delegado, a família tem uma rotina na qual a mãe trabalha no período noturno, e o pai fica responsável pelos cuidados dos dois filhos do casal.

Em depoimento, o pai relatou que a noite transcorreu sem intercorrências. “Ele relatou que alimentou a criança por volta da meia-noite, sem nenhuma anormalidade”, afirmou Teixeira. O delegado acrescentou que, ao acordar por volta das 6h para se preparar para o trabalho, o pai verificou o estado dos filhos. “Ele olhou os filhos, viu que os filhos aparentemente dormiam, bem agasalhados”, disse.

Ainda de acordo com a polícia, o pai saiu para trabalhar logo após a chegada da esposa. Foi a mãe quem, ao assumir os cuidados com as crianças, percebeu que a bebê estava sem vida e acionou as autoridades.

A diretora da Santa Casa de Misericórdia, em entrevista, confirmou que a criança chegou ao pronto-socorro às 9h, trazida pela Brigada Militar na companhia da mãe e da avó. Ela destacou um ponto crucial para a investigação. “Preliminarmente, o que se pode dizer é que esse cadáver (…) chega no pronto-socorro (…) com sinais de que não é um óbito recente, configurado de algumas horas”, declarou a diretora.

O delegado Laurence Teixeira ressaltou que, embora a investigação esteja em fase inicial, a principal linha de apuração, por enquanto, aponta para uma fatalidade. “Pode ser uma grande fatalidade, uma questão de saúde. Podemos estar diante de um mal súbito infantil, de algo que tenha a ver com refluxo”, ponderou.

A causa da morte, no entanto, só será determinada após a conclusão do laudo de necropsia, que será realizado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP). “As circunstâncias serão esclarecidas cabalmente somente com o exame do médico legista”, explicou o delegado.

A Polícia Civil ouvirá todas as pessoas envolvidas, incluindo os familiares e a equipe médica que atendeu a ocorrência. Teixeira frisou que, até o momento, não há indícios de crime. “A princípio, não obtivemos nenhum indicativo de fato criminoso a esse respeito”, concluiu.

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