
Com dinheiro a menos em caixa, depois do deferimento de uma ADIN – Ação Direta de Inconstitucionalidade, impetrada pela Prefeitura Municipal, a Câmara Municipal de Vereadores de Sant´Ana do Livramento já começa a refazer as contas e o corte nas despesas é opção inevitável. É o que diz o presidente do legislativo santanense, Vereador Aquiles Pires, que não vê outra alternativa a não ser o corte nas despesas da casa a começar pela dispensa de pelo menos 17 estagiários e suspensão das diárias para todos os parlamentares. Sem poder contar com R$ 2,4 milhões de reais reclamados pelo executivo, o orçamento da Câmara para 2022 ficará na ordem de R$ 10 milhões, o que leva a casa a cancelar ações que estavam previstas para este período e obras que também precisariam ser realizadas no palácio Getúlio Vargas.
“Isso irá afetar diretamente a estratégia do nosso trabalho durante o ano e obrigações que tínhamos assumido, inclusive temos um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, com o Ministério público que nos imputa uma multa diária de mil reais e temos que cumprir. Então, vamos iniciar os cortes na casa e iniciar a economicidade mesmo sendo uma liminar que limita o orçamento da Câmara por que temos que nos prevenir. O plano B está diretamente relacionados aos cortes que vamos começar a implantar na casa para podermos manter o funcionamento daquilo que é essencial”, frisou ele ao garantir que o corte nas diárias será imediato.
Aquiles Pires falou do constrangimento que se dá ao cortar os estagiários que recentemente foram contratados. O presidente falou ainda que as viagens fazem parte das ações parlamentares e que desta forma estão prejudicadas. “Se forem necessários outros cortes chegando até os gabinetes, o faremos também. Cabe frisar que a relação com o executivo estava fluindo tranquilamente com uma relação aberta e franca. Contrariando o diálogo, recebemos pelas costas essa ação que certamente terá reflexo logo ali adiante”, afirmou.
Para o vereador Duda Amaral (PP), integrante da base do governo na Câmara de Vereadores, essa questão da emenda dos R$ 2,4 milhões de reais teve seu voto contrário. “Eu votei contra, mas ela foi aprovada assim mesmo e novamente veio o veto do executivo e votei a favor. Ou seja, todos os meus movimentos tem sido contra os R$ 2,4 milhões para a Câmara mas sei que esta casa precisa de reformas urgentes que são em benefício da comunidade. Mas, por outro lado, temos uma série de problemas na cidade hoje que são muito mais importantes dos que os que temos aqui na Câmara. Não vejo problemas em fazer cortes aqui para poder adequar ao orçamento que já tínhamos. Sinceramente, esse dois milhões é um valor muito alto e nos últimos anos o legislativo já vinha devolvendo recursos. Agora, é bom deixar claro que aqui também precisamos de reformas para melhor atender a população”, afirmou Dura Amaral.





