MATERNIDADE EM RISCO

ALERTA – Maternidade da Santa Casa pode fechar pela falta de médicos obstetras

Simers aborda falta de médicos obstetras em Sant'Ana do Livramento e direção diz que há falta de profissionais para compor os plantões

A falta de médicos obstetras para compor os plantões do Hospital Santa Casa de Misericórdia de Sant’Ana do Livramento foi motivo de reunião remota realizada na  quinta-feira, 4, que contou com representante dos médicos da instituição. O diretor da região da Fronteira Oeste do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Danilo Soares, ressaltou a necessidade de averiguar formas de contribuir nesta pauta para que a instituição não venha a encerrar o serviço do centro de obstetrícia.

A situação tem se agravado nos últimos anos, onde administrações anteriores não realizavam o pagamento passivo da categoria diminuindo o quadro de profissionais. O Simers seguirá acompanhando esta pauta e procurará tomar as medidas cabíveis diante dos problemas apresentados. A reunião contou com a presença das assessorias jurídica e política da entidade médica.

De acordo com a diretora do hospital, a maioria dos obstetras que atuam na cidade não tem mais interesse em prestar o serviço e trabalhar diretamente na área da obstetrícia. A Santa Casa tem encontrado, segundo ela, muita dificuldade para compor um plantão. Leda Marisa dos Santos disse que o número de profissionais na cidade é pequeno, algo em torno de seis obstetras e atualmente a maioria deles, obstetras e ginecologistas não tem a disponibilidade para compor um plantão de sobreaviso que é o modelo como funciona atualmente.

“Os poucos profissionais a cidade não tem ais interesse por vários motivos. Um deles é o alegado passivo que a Santa Casa tem com eles. Esse é um fator que tem nos deixado muito apreensivos. Temos debatido com os gestores e estamos debruçados no tema. Não temos como forçar nenhum médico a fazer a escala só que a falta pode forçar a o fechamento da unidade ou a descontinuidade desse serviço. Os residente não tem mais essa disposição. Paralelo a isso o número pequeno que não é uma realidade nossa mas de outros municípios da região também. Estamos trabalhando para conseguir manter a maternidade mas, sob esse risco”, frisou. Leda salientou ainda que o hospital efetivamente necessita desses profissionais mas, não consegue atualmente manter uma escala. “Tem sido muito difícil manter a escala permanente, mesmo de sobreaviso. Há sim o risco da inviabilidade pela falta de profissionais disponíveis”, afirmou.

Leda Marisa disse ainda que também estão sendo feitos contatos com a UFSM, Urcamp de Uruguaiana e com a Escola de Saúde Pública de Porto Alegre para trazer médicos residentes em período de estágio ou sistema semelhante para que o problema possa ter uma solução breve. “Estamos atuando em três frentes, inclusive em Pelotas, em contato com equipes de Mestres que disponibilizam já médicos que possam fazer residência ou estágio para que possamos oferecer médicos brasileiros, em especial”, afirmou ela.

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