
A volta do feriado foi movimentada na secretaria da Câmara Municipal de Vereadores de Sant´Ana do Livramento com o protocolo feito pela defesa da Prefeita Ana Tarouco. A defesa foi protocolada seguindo o rito e dentro do prazo de dez dias, contatos a partir do acolhimento da denúncia que pede a cassação do seu mandato.
Agora, a comissão processante formada pelos vereadores Aquiles Pires, Gilbert Gisler e Eva Coelho, terá três dias para se manifestar em plenário em dizer se a tramitação seguirá até a votação pela perda do mandato ou se a mesma será arquivada.
De acordo com o advogado responsável pela defesa da Prefeita, José Inacio Tarouco Machado, a base de seu argumento está sustentada em alguns pilares preliminares como por exemplo o entendimento de que a mesma foi notificada fora do prazo. “Também estamos pedindo a suspeição de alguns parlamentares que, ao nosso ver, estão inaptos a votar, no caso, a vereadora Eva Coelho”, disse ele.
No documento protocolado, a defesa da prefeita Ana Tarouco alega que a Vereadora Eva Coelho (PDT, não possui isenção, imparcialidade e impessoalidade pela quantidade de ataques que promove contra a mesma em suas redes sociais. “Ora, basta dar em passant nas redes sociais da Vereadora para se perceber o discurso de ódio que promove publicamente contra a mandatária do executivo”, cita um dos trechos. Além disso, o defensor diz que o procedimento firmado em torno de um suposto ilícito nada mais é do que uma tentativa de calar a primeira mulher eleita na cidade de Sant´Ana do Livramento.
“Estamos trazendo várias questões envolvendo e comprovando essa verdadeira perseguição política que a Prefeita vem sofrendo por parta de alguns. Ressalta-se que não estamos contra a Câmara de Vereadores mas, alguns parlamentares esquecem a função pública que exercem e através desse tipo de artimanha tentam retirar aquela que foi legitimamente eleita.
Ao mencionar o autor do pedido de Impeachment, a defesa o classifica como um “laranja político”, visto que o mesmo, Cezar Medina, é filiado do PDT, concorreu algumas vezes ao cargo de vereador e teria apoio do partido que, segundo a defesa, persegue Ana Tarouco. A defesa, que foi apresentada um dia antes do prazo, traz ainda termos como o excesso de pedidos de providências encaminhados ao executivo nos últimos dez meses, cerca de 1.500, o abuso de poder dos opositores, 12 denúncias encaminhadas aos órgãos controladores, além da insistência na discriminação focada no gênero musical, o samba/pagode.
O documento possui 157 páginas e o objetivo da defesa, que chegou a pedir a leitura em plenário logo após o protocolo realizado, era de que fosse feita a leitura. Pedido este que foi negado pelo presidente do legislativo com base nas questões regimentais. A comissão fará a análise e terá agora três dias para apresentar a sua manifestação.





