
A Secretaria Municipal de Saúde de Sant’Ana do Livramento, sob o comando da secretária Karime Blanco, iniciou um plano estratégico para mitigar os altos índices de ausência de pacientes em consultas e exames agendados. A iniciativa visa integrar as equipes de atenção básica aos agentes comunitários de saúde para aprimorar o monitoramento e o acolhimento da população.
Segundo a secretária, o foco da nova estratégia é estreitar o contato com os pacientes por meio de visitas domiciliares e um mapeamento mais preciso de gestantes e usuários do sistema. A proposta é que os agentes comunitários atuem como o elo principal entre a unidade de saúde e as famílias, garantindo que a informação sobre o agendamento seja efetivamente recebida e confirmada pelo paciente.
“Estamos buscando estratégias para diminuir o número de faltas. A ideia é que os agentes comunitários de saúde procurem ir mais a fundo nessas questões, realizando visitas domiciliares e mapeando bem as gestantes”, explica Blanco.
Um dos entraves apontados pela secretária é a discrepância entre a população real do município e os dados registrados no sistema de saúde. Dados do Cadastro Nacional do SUS revelam que Sant’Ana do Livramento possui cerca de 165 mil cartões ativos, um número substancialmente superior à população estimada da cidade. Essa rotatividade e a imprecisão dos registros dificultam a organização das filas e o contato com os usuários.
“O nosso grande problema é que a nossa população é flutuante. Quando você olha no cadastro, há 165 mil cartões, quase o dobro da nossa população real”, observa a secretária.
A Secretaria de Saúde trabalha também na organização de um espaço adequado para o atendimento, integrando profissionais como obstetras, clínicos gerais e enfermeiros técnicos. A expectativa da gestão é concluir a reestruturação da rede e a organização das unidades até o final deste ano.
Apesar de cautelosa quanto a prazos rígidos — devido à complexidade da logística de atendimento —, a secretária reforça que o empenho da equipe municipal é garantir que a estrutura física e de pessoal esteja plenamente adaptada às demandas da comunidade, otimizando o uso dos recursos públicos e reduzindo o tempo de espera no atendimento.





