
O vereador Felipe Torres (PL) manifestou preocupação com a gestão do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Sant’Ana do Livramento. Em entrevista concedida no começo da semana à Rádio Cultura, o parlamentar apontou o que classificou como graves irregularidades na autarquia, destacando um déficit de R$ 12 milhões nas contas que, segundo ele, teria sido objeto de reprovação pelo Ministério Público de Contas.
Falta de transparência e cobranças indevidas
O vereador, que mantém uma postura crítica e fiscalizatória, afirmou que tem realizado denúncias sistemáticas na tribuna e junto a órgãos de fiscalização. O cerne da questão, segundo o parlamentar, reside no que chamou de “vazamento oculto” e cobranças indevidas impostas à população. De acordo com Torres, o impacto dessas ações atinge milhares de munícipes.
“São milhares de pessoas sendo prejudicadas por cobranças altíssimas e infundadas”, afirmou o vereador, ressaltando que, em muitos casos, não há justificativas técnicas plausíveis por parte da autarquia.
Para subsidiar a investigação, Torres apresentou um pedido oficial de informações à Unidade Central de Controle Interno, buscando acesso a um relatório conclusivo referente a uma inspeção realizada no DAE em abril de 2026. O objetivo é compreender a extensão dos danos ao erário e as falhas administrativas apontadas.
O parlamentar não descartou a possibilidade de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os fatos. Contudo, condicionou tal medida à viabilidade política e técnica, demonstrando cautela para evitar o que chamou de “politização” ou esvaziamento do processo. “Vamos estudar bem e com calma. Se houver elementos, avançaremos”, frisou.
Posicionamento e impacto
Torres reforçou que, caso não obtenha as respostas necessárias através dos canais administrativos, encaminhará toda a documentação ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal, dada a natureza dos recursos envolvidos.
O impasse sobre a gestão do DAE reflete um embate mais amplo na política local entre a base de apoio do atual governo e a oposição, que clama por maior rigor na fiscalização do serviço público. A continuidade das investigações e a resposta da direção do DAE serão cruciais para esclarecer a transparência do órgão e mitigar eventuais prejuízos aos cidadãos.





