
Plano de Carreira, redução da jornada de trabalho, salários e laudo de insalubridade. Esses foram os temas que pautaram a reunião que ocorreu na noite desta terça-feira no plenário João Goulart da Câmara Municipal de Vereadores de Sant´Ana do Livramento. O encontro, promovido pela comissão de Educação da Câmara, colocou frente a frente servidores do nível 1 (atendentes e serventes), os secretários de Educação, Elisângela Duarte, de Administração, Matheus Medina, e os vereadores.
Com todas a dependências do plenário ocupadas, os servidores tiveram a oportunidade de fazer questionamentos aos gestores sobre temas que tem deixado a categoria preocupada. Falta de materiais, salário abaixo do mínimo margearam as perguntas que foram a uma sendo respondidas pelos secretários tanto para os vereadores quanto para os trabalhadores.
A reunião teve momentos de tensão e calmaria com a expectativa de apresentação e um projeto que, de acordo com o secretário de Administração, poderá ser encaminhado já na semana que vem ao parlamento. Ainda assim, questionado sobre a garantia do envio, Medina se limitou a dizer que a proposta ainda está sendo preparada. “Não vou apresentar uma proposta irresponsável e de antemão digo que não vamos chegar ao nível 5 (R$ 1.774,95 atualmente) como o que está sendo proposto. Sei que demorou o chamado LTCAT e pela primeira vez vamos fazer esse trabalho de gestão que envolvem a saúde laboral do funcionário, inclusive, para atender todas as questões legais”, frisou ao dizer que já foi mandado para a licitação. “Apresentamos um termo de referência que seja justa para o governo e os servidores. A questão de 10% ou 20% eu não tenho condições de dizer por que há um laudo técnico que não cabe a mim definir”, afirmou. Sobre a valorização salarial Matheus Medina disse que poderá chegar apenas no salário mínimo, a menos que uma nova proposta em conjunto seja trabalhada. “Eu não garanti que vou mandar uma proposta na semana que vem, eu vou tentar. Eu não vim para iludir ninguém. Vocês querem alcançar o salário mínimo e isso nós vamos tentar”, afirmou.
Sobre a redução da carga horária, os servidores também manifestaram a sua preocupação com relação as diferenças que podem existem entre os profissionais que atuam na zona urbana e na zona rural. Além disso, sobre a insalubridade para as atendentes que foi retirada durante a pandemia, os questionamentos foram no sentido de saber quando será novamente reinserido. “Em que momento entra essa discussão”, questionaram os servidores.





