
O comandando da Brigada Militar se manifestou na manhã desta segunda-feira depois da onda de ataques do fim de semana que resultaram em pelo menos dois óbitos e uma pessoa ferida depois de ser alvejada por disparos e arma de fogo. Segundo o Major Anibal Silveira, comandante do 2º RPMon, tão logo as ações foram notificadas os efetivos foram a campo, incluindo homens da Força Tática, para tentar conter os suspeitos. ” Tivemos um final de semana atípico, fora da normalidade aqui da nossa Fronteira com essas ações na Santa Rosa, no bairro São Paulo, na Vila Queirolo na Vila Kennedy mas, vale lembrar que fizemos ações de reforço e abordagens nos chamados pontos de interesse dando pronta resposta. Foram casos bem pontuais e a ideia agora é seguirmos atuando e diagnosticando pontos onde possam ocorrer crimes dessa natureza para levar tranquilidade para a comunidade”, esclareceu.
O comandante disse, ainda que agora há a necessidade de coletar dados com tranquilidade para identificar suspeitos de maneira célere. “Sabemos também do trabalho que tem sido feito pela polícia civil e também precisamos salientar que na última semana fizemos diversas prisões de indivíduos ligados ao narcotráfico, o que mostra que a Brigada Militar está atuante e realizando a sua ação de polícia ostensiva”, frisou.
Questionado sobre a relação existente entre os episódios, o Major Silveira disse que também está sendo feito esse levantamento e que agora seria prematuro fazer essa afirmação. “Mas, no primeiro momento observamos que são disputas e revides. São extremos no município mas podem sim ter relações. Nossas guarnições vão seguir atuando para que possamos minimizar e mitigar esses fatos”, disse.
Ao falar das pessoas atingidas por disparos, o comandante disse que é prematuro afirmar o envolvimento das pessoas. No caso da Vila Santa Rosa, ele disse que a princípio os dados preliminares levam a crer que as duas pessoas baleadas no sábado foram atingidas por acaso. Ainda assim, disse que todas as linhas investigativas serão apuradas. “Aquela região é sim uma área de interesse nossa e vamos seguir atuando. Já estávamos com o policiamento reforçado e quando ocorreram essas ações de pronto as equipes da Força Tática foram lançadas ao terreno”, afirmou.
O comandante do 2º RPMon aproveitou para pedir para que a comunidade auxilie o trabalho da corporação de forma anônima através do número 190. “São delitos que preocupam e as pessoas optam por não passar informações mas, isso pode ser feito anonimamente. É comum as pessoas passarem informações de boca a boca e isso acaba muitas vezes atrapalhando a coleta de informações. Por isso, é importante que as pessoas que possam passar informações de forma concreta que o façam”, finalizou.





