PARALISAÇÃO

Sem proposta nova do executivo, professores municipais decidem pelo Estado de Greve

Decisão será formalizada na segunda-feira à chefe do executivo e paralisações deverão ocorrer de forma intermitente com atos na frente da Prefeitura Municipal

Foto: Cleizer Maciel/Lince Comunicação – Professores da rede municipal de ensino decidiram em assembleia pela deflagração do estado de greve

Em estado de greve. A partir de agora é assim que estão os professores da rede municipal de  ensino em San´Ana do Livramento após decisão da categoria deliberada em assembleia ocorrida na manhã deste sábado na Sala Cultural.

Foram pelo menos duas horas de debates para definir como e quais serão as atividades durante as paralisações propostas para iniciar a partir da notificação que será feita à Prefeitura Municipal na segunda-feira.

Os professores irão paralisar as atividades concentrando ações em frente ao palácio Moysés Viana e expondo as dificuldades estruturais encontradas em cada um dos educandários. A medida foi definida diante da não apresentação de uma proposta diferente da apresentada ao quadro geral de reajuste de 10,06%.

“Deliberamos pelo estado de greve e ir ao encontro às nossas comunidade para explicar o que está acontecendo. Vamos fazer denúncias organizadas e, para quem ainda tem dúvida, vamos mostrar que estamos em escolas que muitas vezes não tem portas, encanamentos e sequer o material didático adequado. Tudo o que tem é a com base na mobilização dos colegas, conselhos escolares e da comunidade que se organiza”, disse o professor Tiago Torbes.

A organização se dará de forma intermitente garantindo a presença de pelo menos 30% do quadro nas escolas. “Nós vamos na segunda-feira estar nas escolas fazendo um chamamento para a comunidade por que é importante que todos saibam o que está ocorrendo. Hoje levantamos a importância da cidade estar ciente da nossa situação. Permanecemos como que foi votado na Câmara e não aceitamos. Queremos e exigimos o que é nosso de direito que é o piso nacional da educação”, disse a professora Carmem Vanusa.

A secretária municipal de Educação, Elisângela Duarte, disse que recebe a notícia com tranquilidade. “Entendo que da mesma forma que os professores lutam por um direito o poder executivo zela pela continuidade dos serviços dentro do município. Desde a publicação da Lei do Piso do Magistério, em 04 de fevereiro o executivo vem buscando alternativas para cumprir a lei, sem que para isso o Limite Prudencial seja ultrapassado de forma que as sanções venham a engessar o município como um todo. Aguardamos o recebimento formal do documento que informa o  Estado de Greve para que os próximos passos sejam dados, prezando sempre pelo diálogo e respeito entre todos, tendo em vista no nosso foco principal que são os alunos e a garantia a seu direito a educação”, afirmou.

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