
A defesa da vereadora Eva Coelho divulgou uma nota de esclarecimento na qual afirma que as declarações feitas pela parlamentar durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais ocorreram em um momento de intenso abalo emocional e não refletem, necessariamente, de forma precisa, a dinâmica dos fatos.
Assinada pela advogada Mônica Llillielli Rivero Coelho, a manifestação informa que a situação teve início após uma briga entre cães na residência da vereadora. Segundo a defesa, durante o episódio o irmão de Eva Coelho, pessoa com deficiência física, encontrava-se em situação de risco, circunstância que exigiu uma intervenção imediata para conter o conflito entre os animais.
De acordo com a nota, o relato feito na transmissão foi espontâneo e ocorreu sob forte impacto emocional, razão pela qual as declarações não devem ser interpretadas como a descrição exata do que aconteceu.
NOTA DE ESCLARECIMENTO EVA COELHO
A defesa informa ainda que, após o episódio, a cadela citada durante a live foi submetida à avaliação de médicos-veterinários, assim como os demais animais existentes na residência. Também afirma que os órgãos competentes realizaram diligências e avaliações técnicas, cujos resultados deverão integrar os procedimentos em andamento.
Ainda segundo a advogada, Eva Coelho manifesta arrependimento pelas palavras utilizadas durante a transmissão, reconhecendo que foram proferidas em um contexto de extremo nervosismo e tensão emocional, sem a cautela que a situação exigia. A nota acrescenta que, em razão da investigação em curso, novos esclarecimentos serão prestados apenas às autoridades responsáveis, preservando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
Entenda o caso
A manifestação da defesa ocorre após o registro de uma ocorrência policial por supostos maus-tratos contra animais na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Sant’Ana do Livramento.
Segundo o boletim de ocorrência, o registro foi realizado com base em declarações feitas pela vereadora durante uma transmissão ao vivo em uma rede social. Conforme o documento, o comunicante informou às autoridades que Eva Coelho relatou ter separado quatro cães que brigavam em sua residência e descreveu as medidas adotadas durante o episódio, incluindo referências ao estado de uma das cadelas após a intervenção. O comunicante também encaminhou às autoridades um trecho da transmissão para subsidiar a comunicação do fato.
A ocorrência foi registrada como comunicação de supostos maus-tratos contra animal, cabendo à Polícia Civil a apuração dos fatos e a análise dos elementos apresentados.
Caso permanece em investigação
Até o momento, não há conclusão das autoridades sobre eventual responsabilidade da vereadora. O registro da ocorrência representa o início da apuração policial, que deverá considerar o conteúdo da transmissão, os laudos veterinários, as diligências realizadas e os demais elementos técnicos produzidos durante a investigação.
Na nota, a defesa afirma confiar no trabalho das autoridades e sustenta que todas as circunstâncias serão esclarecidas com base nas provas reunidas ao longo do procedimento.





