MANIFESTAÇÃO

Polícia Civil paralisa as atividades nesta terça e quarta-feira no Rio Grande do Sul

Agentes que atuam em Sant´Ana do Livramento também irão aderir ao movimento e apenas registros de crimes graves serão realizados na DPPA

Após uma avaliação das recentes mobilizações da categoria e negociações com o governo, os integrantes do Conselho deliberativo da UGEIRM, Sindicato que representa os policiais civis do Rio Grande do Sul, ainda no final do mês de julho chegaram à conclusão que a melhor alternativa, nesse momento, para sensibilizar o governo a abrir uma negociação efetiva com a categoria, é o aprofundamento da mobilização, com uma paralisação de 48 horas. A ação começa nesta terça-feira e se estende até a quarta-feira em todo o Rio Grande do Su. Em todas as delegacias do Estado, serão registrados apenas crimes graves. A paralisação começará às 8 horas do dia 08 de agosto e se estenderá até as 20 horas do dia 09 de agosto.

Como justificativa para a paralisação, a direção da UGEIRM alega que já é mais de um ano e meio sem promoções; são mais de cinco anos com apenas 6% de reposição salarial; quebra da equiparação salarial entre os Comissários de Polícia e os Capitães da BM; reforma do IPE que confisca parte dos salários dos Policiais Civis e, para agravar ainda mais a situação, a base do Governo tentando barrar a tramitação do PL da Paridade e da Integralidade na CCJ. “Esse quadro criado pelo governo Eduardo Leite não deixa outra alternativa aos Policiais Civis, que não seja radicalizar a mobilização, com uma paralisação de 48 horas”, alega a direção sindical.

A Associação dos Delegados de Polícia do RS (ASDEP) divulgou, na última quinta-feira (03), uma Nota Oficial, onde declara o apoio à paralisação dos (as) Policiais Civis, nos dias 8 e 9 de agosto. Na Nota, a ASDEP destaca as principais reivindicações da categoria, como a reposição salarial, a publicação das Promoções e o resgate da simetria salarial entre os Comissários de Polícia e os Capitães da Brigada Militar.

Durante os dois dias de paralisação, de acordo com as orientações do sindicato, não haverá cumprimento de MBAs, mandados de prisão, operações policiais, serviço cartorário, entrega de intimações, oitivas, remessa de IPs ao Poder Judiciário e demais procedimentos de polícia judiciária. Além disso, as DPPAs e plantões somente atenderão os flagrantes e casos de maior gravidade, tais como: homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos, Lei Maria da Penha, além daquelas ocorrências em que os (as) plantonistas julgarem imprescindível a intervenção imediata da Polícia Civil.

Policiais Penais também participarão da mobilização

No esforço da UGEIRM para ampliar a participação na mobilização, foi realizada uma reunião com a direção do Sindppen RS. No encontro, o Presidente do Sindppen/RS, Saulo Basso, informou que a direção do sindicato deliberou pela participação na mobilização conjunta com a Polícia Civil e que esse posicionamento foi submetido ao Conselho Sindical da categoria.

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