
Ocupação de espaços, respeito, representatividade. Esses foram alguns dos termos mais utilizados no segundo dia de realização da 1ª edição do Seminário Binacional “Re” Conexão Negra que aconteceu nas dependências do Clube Cruzeiro do Sul, no centro de Sant´Ana do Livramento.
Inicialmente previsto para acontecer no Clube Farroupilha, instituição símbolo de resistência e luta de negros e negras da fronteira, a organização foi avisada, praticamente na última hora, de que o espaço não poderia ser utilizado neste sábado já que o mesmo está locado para realização de um evento infantil. A alteração do local, apesar de não ter provocado impacto profundo na logística do evento, já que a distância entre os dois clubes é pequena, não passou em branco e fez parte de algumas falas ao longo da manhã.
Mesmo antes da finalização e votação do documento oficial que deverá conter todas as demandas levantadas pelos participantes do Seminário, já estava formado pelo menos m consenso: o que de que mais espaços de representatividade, como os conselhos municipais, precisam ser ocupados pelos negros e negras. Além disso, a ausência de representação oficial do executivo santanense também foi claramente observada. Nem a prefeita Ana Tarouco, ou seu vice, Evandro Gutebier, e tampouco a secretária municipal de cultura, Elisângela Duarte, compareceram no evento. Aos poucos, as ausências foram sendo observadas e pontuadas nas falas dos participantes.
Logo depois do almoço, uma plenária final também foi marcada por falas fortes e que deixaram clara a necessidade não apenas de fomentar o debate em escalas cada vez maiores e não só para a comunidade negra mas, para os não negros também e principalmente. Com encaminhamentos e a leitura da carta aberta, o Seminário encerrou com a promessa e necessidade de realização da segunda edição tentando atrair um público cada vez maior e com representantes de diversos setores da sociedade civil.





