SURTO

Escola infantil tem sala fechada após surto da síndrome “mão, pé, boca”

Pelos menos seis crianças apresentaram sintomas da doença que obrigou a tomada de medidas para evitar o surgimento de novos casos na cidade

Foram pelo menos seis casos registrados, o que para a Vigilância Epidemiológica de Sant´Ana do Livramento e de acordo com os protocolos da vigilância do Estado, já configura um surto de casos da síndrome conhecida como “mão, pé, boca”.

Os casos são de crianças matriculadas em uma escola infantil localizada na região central de Livramento e que precisou suspender aulas em pelo menos uma turma com a o fechamento da sala para desinfecção do espaço e de todos os brinquedos e demais objetos e utensílios utilizados pelas crianças. A secretária municipal de Saúde, Ana Paula Riefel Vieira, disse que Foi realizada uma capacitação com todos os professores de escola infantil municipal e que contou com a participação da coordenadora da vigilância, a enfermeira e a nutricionista.

A síndrome (ou doença) mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa, causada por um Enterovirus (Coxsackie A), que acomete principalmente crianças com menos de 5 anos de idade (mais frequente dos 6 meses a 3 anos) e que caracteriza-se por lesões na cavidade oral e erupções nas mãos e pés.

Os sintomas costumam surgir após um período de incubação de 3 a 6 dias, sendo inicialmente inespecíficos (febre, mal estar e perda de apetite). Um ou dias após, começam a surgir as lesões da boca como pontos avermelhados, pequenas bolhas ou úlceras dolorosas na língua, no palato e nas partes internas dos lábios e bochechas. Um ou dois dias após o surgimento das lesões da boca, começam também a aparecer as lesões nas palmas das mãos e na planta dos pés (pequenas bolhas, com um halo avermelhado ao seu redor). Também pode haver lesões em nádegas, coxas, braços, tronco e face.

A coordenadora da Vigilância em Saúde de Livramento, Sandra Paiva, também confirmou a existência dos casos e disse que foi feita, no dia 11, uma capacitação sobre as doenças diarreicas e Mão pé boca com as diretoras das escolinhas.  “A doença Mão pé boca, individualmente não é doença de notificação compulsória ao estado, como temos 01 surto, com 6 crianças da mesma sala de aula, foi notificado o Estado. A orientação como vigilância é afastar imediatamente a criança doente. No caso desta escola fechamos a sala de aula por um dia para um faxinão, brinquedos e etc, e as crianças ficarão afastada até a cura das lesões”, disse.

Sandra Paiva, ao falar da situação, lembrou que a doença é viral e que a higiene e ambiente arejado ajudam na prevenção e redução dos casos. “Hoje (24) não recebi notícias sobre novos casos. A primeira semana é a de maior contagio, mas o vírus pode ficar nas fezes por mais de semana. Até agora não há nenhuma criança hospitalizada”, frisou a coordenadora. Ela disse ainda o retorno às aulas depende da avaliação clínica de cada criança sendo que umas se recuperam mais rápido. “É complicado por que como ficam com lesão na boquinha, dificulta a alimentação, ficam enjoadas para comer. Até orientamos que ofereçam alimento pastoso ou liquido e frio”, afirmou.

Medidas de prevenção e controle:

O risco de transmissão para a doença Mão-Pé-Boca pode ser reduzido através das seguintes boas práticas de higiene:

# Manter uma boa higiene ambiental e um sistema de ventilação adequado em recintos fechados;

# Lavar as mãos com frequência, principalmente após ir ao banheiro (pois o vírus também é eliminado pelas fezes) e antes de manusear alimentos. Nas creches, é preciso ter muito cuidado com a higiene das mãos na hora de trocar as fraldas, para que os profissionais não transmitam o vírus de uma criança para outra;

# Afastar as pessoas contaminadas de suas atividades de trabalho e escola, até o desaparecimento dos sintomas; além disto, recomenda-se evitar lugares de aglomeração;

# Lavar com água e sabão e desinfetar com solução de água sanitária diluída em água pura (1 colher de sopa de água sanitária diluída em 4 copos de água limpa) toda a superfície de objetos, brinquedos, paredes, interruptores, maçanetas, mesas, cadeiras, entre outros que possam entrar em contato com secreções e fezes dos indivíduos doentes;

# Retirar da sala brinquedos cujo material seja de difícil higienização (ex. bichos de pelúcia e objetos semelhantes) durante o período de ocorrência do surto;

# Descartar adequadamente as fraldas e os lenços de limpeza em latas de lixo fechadas; # Não compartilhar mamadeiras, talheres ou copos;

# Evitar, na medida do possível, o contato muito próximo com o paciente (como abraçar e beijar); # Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir;

# Trocar e lavar diariamente as roupas comuns e roupas de cama de doentes, pois podem ser fontes de contágio (principalmente se houver secreção das lesões da pele)

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