Capoeira como ferramenta de inclusão. Essa tem sido a principal proposta do projeto que tem como base a Vila Minuano na região periférica de Sant´Ana do Livramento, e que pouco a pouco vai se expandindo e tomando corpo em outros pontos da cidade. Com o objetivo de ser uma alternativa no chamado horário inverso de aulas e fator agregador de jovens e adolescentes que podem obter através do jogo elementos positivos para o resto da vida, o professor Luciano Pereira tem apresentado a história da Capoeira em algumas escolas e assim, obtendo a adesão não apenas de alunos interessados no projeto, mas de professores também.
As aulas que acontecem em um terreno baldio na Vila Minuano na região do Km 05, também tem acontecido em outros espaços. Nesta semana, na última quarta-feira, foi a vez da escola Célia Irulegui, localizada na rua Davi Martins às margens da BR 158 e próxima ao principal acesso ao local de residência de boa parte dos alunos, receber o projeto.
Aos sábados pela manhã, a capoeira invade o Parque Internacional com as demonstrações feitas na tradicionais rodas que tem recebido um número cada vez maior de participantes.
De acordo com o professor Luciano, a capoeira é uma expressão cultural brasileira que compreende os elementos: arte-marcial, esporte, cultura popular, dança e música.
“Ela constrói relações de sociabilidade e familiaridade entre mestres e discípulos, sendo difundida de modo oral e gestual nas ruas e academias.
A capoeira foi criada no século XVII pelo povo escravizado da etnia banto e se difundiu por todo o Brasil. Hoje é considerada um dos maiores símbolos da cultura brasileira”, afirmou.






