DENÚNCIA

Presidente da Câmara denuncia falta de dietas na Santa Casa; direção rebate afirmação

Denúncia foi feita em pronunciamento na tribuna na manhã desta quarta-feira

Após o fim da sessão, os vereadores foram até a Santa Casa buscar explicações. Foto: Cleizer Maciel/Lince

Uma denúncia importante foi apresentada na tribuna do Plenário João Goulart da Câmara Municipal de Vereadores na manhã desta quarta-feira. Aos brados, o presidente do Legislativo santanense, vereador Enrique Civeira (PDT) apresentou um áudio, supostamente de autoria de um funcionário do quatro atual da Santa Casa de Misericórdia, alertando para o risco da falta de nutrição por sonda para pacientes internados.

No áudio, é feita uma recomendação no formato de orientação para que fosse reduzida a quantidade distribuída entre os pacientes a fim de não faltar completamente antes da chegada de um novo carregamento capaz de suprir o estoque. “As pessoas estão morrendo e não apenas de Covid. Vou formalizar a denúncia ao MP”, afirmou o vereador

No áudio a pessoa no áudio diz:

“Gurias, nós estamos com poucas dietas, já falei com o Vanderlei, por que de  fora só vou poder comprar quarta-feira, chegando na quinta, então, pra garantir que ninguém vai ficar sem, já falei com o Vanderlei, ele vai pedir na Unimed, tá? Mas não vai ser a quantidade exata que a gente precisaria, por isso eu falei pra Maria, e falo pra vocês agora, todas, que até normalizar que venha grandes quantidades de dieta, todos vão usar os 200ml no máximo, 5 vezes ao dia, ou seja, não manda o último horário, isso pelo menos garante que cada um que tiver usando dieta, vai receber 1 litro por dia; quem tiver usando “Soya” vai receber 1.200 kcal, quem estiver usando “1,5” vai receber 1.500 kcal; não seria o ideal, a pessoa pode emagrecer um pouco, mas pelo menos não vai  receber nada né?! Pra todos! Quem tiver usando “Diamax”, na Unimed seu eu não me engano não tem, não tinha nem na fábrica, quem estava usando “Diamax” usa a “Soya”, tá?! E a “1.5” mantém só para aqueles que estavam já usando.”

Contraponto

Logo após o encerramento da sessão da Câmara, um grupo de Vereadores foi até a Santa Casa de Misericórdia cobrar explicações da direção sobre o fato e verificar a veracidade. Segundo Leda Marisa dos Santos, o fato não procede uma vez que a medida sugerida não chegou a ser levada a adiante. “A situação que veio à tona surgiu no final de semana. Seria uma supressão de dieta. Uma situação. Felizmente conseguimos essa situação conseguindo com a Unimed solucionar e evitar que fossem feitos cortes na dieta específica”, esclareceu ela.

A reportagem ainda conversou com a nutricionista chefe da Santa Casa de Misericórdia, Vanessa Nascimento, que esclareceu.

“Seria uma medida emergencial, caso nosso fornecedor não entregasse a tempo essa dieta. Eu tinha em estoque até o dia 14 e, como podemos comprovar com as notas fiscais, os produtos chegaram no dia 12. Esses 20% de redução não causariam prejuízo ou malefício aos pacientes.

Eles estariam recebendo no mínimo um litro de dieta nas 24 e não teria prejuízo até por que para perder massa magra e perder peso teria que passar cinco dias sem se alimentar. Não teria como ter prejuízo evitar nutricional e acabou que nem foi feito esse plano emergencial”, afirmou ela.

A direção do hospital apresentou ainda documento que comprova que as compras feitas foram entregues no dia 12 antes do prazo dado para que iniciasse o processo de redução diária das doses de dieta.

 

 

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